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Os três caminhos de Marina
Posted by Nathália Cabrera
on
10/11/2010 12:05:00 PM
in
Nathália Cabrera
Independente de qualquer ideologia partidária, achei muito legal este texto do Paulo Briguet, no Jornal de Londrina, e achei também interessante colocá-lo aqui no blog, então mesmo aos que não concordam espero que respeitem e aproveitem!
A simples ocorrência do segundo turno presidencial é um duro revés para a arrogância autoritária do PT. O resultado do dia 3 de outubro prova que o país não está completamente anestesiado pela verborragia oficial.
Alguém pode objetar que já escolhemos um presidente em primeiro turno, nem por isso a democracia foi comprometida. É verdade; mas, nas duas eleições de Fernando Henrique Cardoso, a oposição e a imprensa jamais foram perseguidas por cumprir os seus papéis. Lula e o PT, em 1994, sentiram-se livres e soltos para dizer que o Plano Real era um “estelionato eleitoral”; e a imprensa, acertadamente, não deixou de denunciar uma fala infeliz que levou à queda do ministro Rubens Ricupero. Não me lembro de o PT defender “controle social da mídia” no caso da antena parabólica...
Marina Silva tornou-se a noiva mais disputada no enlace presidencial. Confesso que passei a vê-la com outros olhos quando soube que o economista e escritor Eduardo Giannetti, um dos intelectuais mais brilhantes do país, é o seu principal assessor econômico.
Se apoiar o candidato da oposição, Marina estará acrescentando um ponto positivo em sua biografia política e rompendo definitivamente com o cleptopopulismo. Será a Marina sem auto-engano – uma líder do Brasil futuro.
Se apoiar a candidata oficial, Marina provará que é uma eterna companheira – de Lula, José Dirceu, Erenice, Delúbio, Franklin Martins, Marco Aurélio Garcia; para não falar em Sarney, Renan e Collor. Se cair na teia do governismo, Marina estará reconhecendo, para nossa decepção, que, no íntimo, sempre foi uma petista acima de tudo – uma petista que só deixou de ser petista quando isso lhe foi eleitoralmente desfavorável. Será a Marina com auto-engano – uma companheira do passado.
Se permanecer neutra, Marina vai confirmar a hipótese de que suas propostas são vazias e retóricas na essência. Ficando em cima do muro, tentaria passar a imagem de candidata que paira sobre tudo e todos, mais personagem de Avatar do que personalidade política relevante.
Marina está diante de três caminhos. Na natureza, o verde vive o mesmo trilema: amadurecer, apodrecer ou simplesmente não vingar.
A simples ocorrência do segundo turno presidencial é um duro revés para a arrogância autoritária do PT. O resultado do dia 3 de outubro prova que o país não está completamente anestesiado pela verborragia oficial.
Alguém pode objetar que já escolhemos um presidente em primeiro turno, nem por isso a democracia foi comprometida. É verdade; mas, nas duas eleições de Fernando Henrique Cardoso, a oposição e a imprensa jamais foram perseguidas por cumprir os seus papéis. Lula e o PT, em 1994, sentiram-se livres e soltos para dizer que o Plano Real era um “estelionato eleitoral”; e a imprensa, acertadamente, não deixou de denunciar uma fala infeliz que levou à queda do ministro Rubens Ricupero. Não me lembro de o PT defender “controle social da mídia” no caso da antena parabólica...
Marina Silva tornou-se a noiva mais disputada no enlace presidencial. Confesso que passei a vê-la com outros olhos quando soube que o economista e escritor Eduardo Giannetti, um dos intelectuais mais brilhantes do país, é o seu principal assessor econômico.
Se apoiar o candidato da oposição, Marina estará acrescentando um ponto positivo em sua biografia política e rompendo definitivamente com o cleptopopulismo. Será a Marina sem auto-engano – uma líder do Brasil futuro.
Se apoiar a candidata oficial, Marina provará que é uma eterna companheira – de Lula, José Dirceu, Erenice, Delúbio, Franklin Martins, Marco Aurélio Garcia; para não falar em Sarney, Renan e Collor. Se cair na teia do governismo, Marina estará reconhecendo, para nossa decepção, que, no íntimo, sempre foi uma petista acima de tudo – uma petista que só deixou de ser petista quando isso lhe foi eleitoralmente desfavorável. Será a Marina com auto-engano – uma companheira do passado.
Se permanecer neutra, Marina vai confirmar a hipótese de que suas propostas são vazias e retóricas na essência. Ficando em cima do muro, tentaria passar a imagem de candidata que paira sobre tudo e todos, mais personagem de Avatar do que personalidade política relevante.
Marina está diante de três caminhos. Na natureza, o verde vive o mesmo trilema: amadurecer, apodrecer ou simplesmente não vingar.
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